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Relações extra-conjugais

O livro O Mito da Monogamia (Record), escrito pelo biólogo americano David Barash e sua mulher, a psiquiatra Judith Eve Lipton, questiona nossas tendências naturais.

Fundamentado em uma série de pesquisas, mostra que até os animais tidos como monogâmicos raramente o são. E por extensão, defende que o impulso natural dos seres humanos é sentir desejo por outros parceiros.

Mas, no final, colocam que muitas vezes vale a pena "ir contra" a natureza e optar pela monogamia, por amor. "Sinceramente, não acho que o relacionamento aberto, ou o poliamor, sejam bons modelos para satisfazer o desejo natural por outros parceiros.

Nem todos os desejos naturais devem ser satisfeitos", escreve o autor David, por e-mail. Casados há décadas, ele e a mulher optaram pela monogamia. "Tem altos e baixos.Temos que trabalhar nisso, assim como quem se dedica a aprender a tocar um instrumento ou idioma. Mas com todos os custos, ela vale a pena para nós."

O psicólogo especialista em relacionamentos, Ailton Amélio da Silva, professor da Universidade de São Paulo (USP) e autor de diversos livros, diz não acreditar muito nesse tipo de modelo. "Geralmente eles duram pouco. Depois de um tempo ou se desfazem ou voltam a se fechar.

As mulheres que têm casos geralmente acabam se envolvendo com os amantes ou se separam destes.

Os homens conseguem melhor manter sexo e afeto separados", fala.

O coro é reforçado pelo analista existencial Ari Rehfeld, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), para quem a situação não se sustenta por muito tempo. "É uma tentativa de conjugar dois desejos, o do compromisso e o de continuar se relacionando com outras pessoas", fala. "Mas o ciúmes é um sentimento humano, inevitável.

Acaba havendo cruzamento de relações e paranóia. Há uma tendência natural no sentido de não querer dividir um grande amor."

É exatamente como uma situação pontual que a ilustradora Célia Fink, 31 anos, vivencia as relações abertas. Ela teve um relacionamento estável de sete anos, e nos últimos meses, quando havia uma crise instaurada, abrir a relação foi uma solução para os dois.

Quando Célia descobriu que ele estava saindo com outra pessoa, conversou e disse que também poderia ficar com outros.

Ele concordou, desde que as outras experiências não chegassem ao seu conhecimento. "Morávamos juntos, mas a relação tinha esfriado. Éramos mais amigos que namorados", lembra.

Hoje, estão separados. Ela almeja outro relacionamento estável e "convencional", que inclua a fidelidade. Mas deixa bem claro que esta deve ser recíproca.

A produtora cultural Márcia Bonneaud, soteropolitana de 26 anos, tem teorias semelhantes. Aos 19, morou por três anos com um companheiro.

Madura, propôs um relacionamento aberto porque entendia que ambos eram muito jovens. Ele não aceitou. Mas, apesar disso, Márcia descobriu mais tarde que o parceiro tinha um caso com uma colega de trabalho dela.

Separaram-se. Hoje, quer namorar de novo, no molde estável e que inclua a fidelidade. Mas não abre mão da própria liberdade enquanto o "pretendente" não falar com todas as letras que vai ser fiel e dedicar-se ao relacionamento. "Até aí, é relacionamento aberto. Se ele assumir a relação, tudo muda."

*Foram usados pseudônimos a pedido dos entrevistados.


Artigo enviado por colaboradora do C&Cia tendo como fonte- Fabiana Caso - Estadão SP


          

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