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Relacionamento Aberto

O relacionamento aberto é adotado por casais que vivenciam experiências extra-conjugais

Passada a ditadura da família tradicional, hoje a liberdade sopra seus ventos para qualquer um decidir se quer ficar solteiro, casado, morar em casas separadas e por aí vai.

Contradizendo os ditames de que a possessividade faz parte do amor, alguns casais adotam o relacionamento aberto.

Diferentemente do poliamor, não se trata de manter relações paralelas, mas sim de ter o direito de ficar com outros parceiros se houver atração física. Mas em geral esses namoros têm regras e envolvem acordos íntimos.

O filósofo Jean Paul Sartre e a escritora feminista Simone de Beauvoir são o casal mais célebre do século 20 que adotou esse modelo. Por toda a vida, moraram em casas separadas, mas mantiveram um companheirismo acima de toda prova, apesar da série de casos de Sartre, dos quais Beauvoir tinha consciência plena.

Guardadas as devidas proporções, as pessoas que hoje têm relacionamentos abertos também defendem uma filosofia de vida.

Acreditam que apesar de terem um relacionamento estável, não precisam abrir mão das oportunidades que surgirem no seu caminho. "Não há por que perpetuar a monogamia, com a camisinha e a possibilidade dos exames de DNA para comprovar a paternidade", exclama a estudante de Direito, Ana*, paulistana de 31 anos adepta dos relacionamentos abertos.

Essa concepção já vem de longa data em sua vida, só foi amadurecida. Ela teve um namoro sério que começou aos 17 anos: ficou noiva e comprou até um apartamento com o ex. e apesar da pouca idade, foi ela quem propôs naquela época o relacionamento aberto. "Eu era a primeira namorada dele, sabia que ele tinha menos experiência do que eu. Queria que se sentisse livre para experimentar outras pessoas e não ficar frustrado aos 40 anos, lamentando-se pelo que tinha perdido", justifica Ana. Mas o acordo tinha regras: ela não queria saber das outras experiências e nem que os amigos soubessem, pois acreditava que não entenderiam. "Não tenho ciúmes do que não sei", fala, com expressão zen. "Não acredito em dizer a verdade todo o tempo." Mas o que ela imaginava era manter a relação aberta até o casamento: depois, monogamia. Após cinco anos, porém, o rompimento aconteceu por motivos de afinidade.

Com os namorados que vieram depois, sempre propôs o relacionamento aberto, mas a maioria não aceitou, por ciúmes. "O mais importante é ter certeza sobre o amor que a pessoa sente por mim. Então não ligo se o cara transa com outras pessoas", justifica. Ciúmes, ela diz sentir apenas dos seus sapatos. "Não acredito que o amor esteja vinculado à fidelidade. É natural sentir desejo por outras pessoas. Se o homem quer trair, trai. Então é melhor que isso aconteça em liberdade, sem culpa."

No Orkut, a maior comunidade de relacionamento aberto tem 2.500 participantes, entre eles, o administrador de sistemas paulistano, de 30 anos, Marcelo *, faz alguns dos comentários mais interessantes. Ele teve um relacionamento aberto com a ex-companheira. Durou quase oito anos. Tinham uma visão crítica sobre a sociedade que molda determinados comportamentos, discussões sobre a possessividade e embasamento em estudos antropológicos. "Resolvemos adotar uma postura mais aberta porque concordávamos com essas idéias", lembra Marcelo. "Falar sobre isso em grupo e em terapia fazia com que o assunto fosse se tornando cada vez menos relevante", racionaliza ele.

A princípio, abriram o relacionamento para carícias com outras pessoas. E a conversa foi evoluindo até que o sexo deixou de ser um tabu. Sempre seguro, claro. "Tínhamos uma lealdade muito forte na manutenção do relacionamento, principalmente depois de aberto. Crescemos muito, havia uma sensação de liberdade diferente e muito agradável", conta ele. Apesar disso, terminaram porque ela acabou se apaixonando por um desses parceiros.

Artigo enviado por colaboradora do C&Cia tendo como fonte - Fabiana Caso - O Estado de S.Paulo


          

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