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O primeiro Namorado e Amor
por Alma Casanova

Aos dezessete anos conheci um jovem que me aguçava os sentidos e era definido como um ser com estas qualidades:

Sensual  (adjetivo) - relativo aos os órgãos dos sentidos:

Visão – como me embevecia ver este ser sensual, de perto ou de longe, ele transmitia toda a sua sensualidade no andar com trejeitos cheios de gravidade, delicadeza no agir com as mãos, no sorriso de lábios cheios, na volúpia dos cabelos, no sentar delicamente parecendo estar em câmera lenta, no olhar sempre receptível, no vestir sempre airoso.

Audição – como era maravilhoso ouvir um cumprimento deste ser sensual, soava sempre como música para mim, um papo informal era tão perfeito que só conseguia ouvir o tom não só de consideração, e mais de compreensão.

Paladar – como foi prazeroso conhecer os gostos apuradíssimos deste ser sensual, a sua calma em cada degustação sempre comensurável.

Tato – o sentido mais apurado no ser sensual, recebendo ou dando este prazer. Como ele tinha esta característica em todas suas camadas da pele, só ele soube  transmitir o mesmo que recebia para mim e em proporções mais elevadas.

Olfato – como me endiabra o perfume deste ser sensual, não era doce e nem ácido, era e ainda é um aroma indescrítivel e sempre memorável.

Começamos a namorar num mês de outubro, eu no segundo e ele no terceiro ano do Colegial, residiamos em cidades próximas. Os encontros eram nos finais de semana, às vezes durante a semana quando havia algo diferente acontecendo nas pequenas cidades do interior.

Ele se preparava para o vestibular da faculdade e conseguiu entrar na UNICAMP, ficamos radiantes e felizes pela sua conquista. E continuamos a sonhar que tudo ficaria normal e as nossas expectativas seriam as mesmas.

Fiz dezoito anos cursando o terceiro ano colegial, e tinha que definir a faculdade que iria cursar e aí aconteceu o sonho:

-“Se eu prestasse o vestibular em Campinas também, e conseguisse passar,  então poderíamos nos casar e passar o resto de nossas vidas juntos”.

Um sonho imaturo e simples para nós. Talvez? Fizemos todos os planos de um perfeito casamento: a cerimônia, a festa, as cores do vestido e do terno, não planejamos uma lua de mel, porque o que eu mais queria era conviver e com liberdade junto a este ser sensual no dia a dia.

Mas os acontecimentos não seguiram o curso desejado porque dias antes do nosso aniversário de um ano de namoro ele cometeu um erro de fidelidade; hoje eu vejo que era bobo e inconsequente, mas que machucou e não consegui mais acreditar nele.

Terminamos o relacionamento e só nos vimos mais uma vez, na minha colação de grau do colegial, e eu:

- Vi pela última vez seus trejeitos com a mesma gravidade;
- Ouvi pela última vez a sua suave voz, sem dizer uma palavra sobre nosso relacionamento;
- Não quis experimentar nada do coquetel oferecido durante a festa;
- Tocou somente a minha mão nos cumprimentos de encontro e de partida;
- Senti pela última vez o seu perfume de longe...

Enfim, continuei a viver (muito magoada) e passei no vestibular em Campinas e São Paulo,  por imposição familiar não pude ir para Campinas para não aumentar o meu sofrimento, decidi por São Paulo aceitando que as oportunidades de uma vida profissional seriam maiores.

Nunca mais tentei saber algo sobre ele e ele também nunca mais me procurou, e minha vida progrediu com muitas realizações felizes e o tempo passou, mas tenho comigo um sonho não realizado e o seu exemplo como lembrança de um ser sensual único.



          

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